segunda-feira, 21 de maio de 2012

[Review] Sensei no Bulge! Quando o clichê é bem usado!

Olá amigos do SociedadeHQ!

Hoje venho fazer algo que faço muito eventualmente e ainda mais nesse caso.

Estou fazendo um review de uma série que foi estreada a pouco tempo! Está no capítulo 1, e infelizmente é um mangá da Shonen Jump. Sim, infelizmente, no final vocês entenderão porque eu digo isso.


Essa review CONTÉM SPOILERS. Mas caso esteja em dúvidas entre ler e não, então siga em frente.

Considerações iniciais:

Primeiramente, e mais importante do que qualquer coisa. Sensei nesse caso NÃO e utilizado para professor, sensei aqui significa "Estrela de Batalha", então nome ficaria algo do tipo "Estrelha de Batalha Bulge".

Sem segundo lugar, essa série é uma mina de clichês. Porém, é incrívelmente agradável de se ler!


Ambientação:

Um certo planeta (sem nome) em uma certa galáxia (sem nome), vivia em paz sobre o controle de um único reino. A partir de um certo momento, este munco começou a interagir com raças alienígenas, porém raças má intencionadas começaram a causar conflito no planeta, e o planeta vive em guerra há mais de 50 anos.

E tudo começa em um país chamado Industria que está em situações precárias, é comum pessoas morrerem de fome, e há pouquíssima, ou nenhuma ordem.

Considerações: (Spoils)
 
Astro é o protagonista da história, ele é uma criança trabalhadora, e mostra realmente cedo que precisa de dinheiro. Ele dedicado e tem uma personalidade bem marcante, o que acredito ser importantíssimo para um protagonista. Ele logo de cara demonstra que precisa do emprego.


Obviamente as coisas não podem dar tudo certo no primeiro capítulo. Astro acaba se metendo em assuntos, e ao tentar proteger o patrão, acaba por comprar briga com aliens. Porém ele se meteu no assunto, sem necessidade alguma, e por causa disso acabou sendo demitido.

Mas por que essa tamanha vontade de trabalhar, ficaremos sabendo apenas daqui a 120 capítulos?


Não, a idéia da história é passada deveras rápido, e logo na página 15 já entendemos o protagonista. Ele é uma pessoa pobre, e pelo visto sem família, portanto o que ele decidiu fazer? Juntou sua própria família, encontrou crianças na mesma situação que ele, e decidiu cuidar deles, motivo pelo qual ele tem que trabalhar.

Agora, se lembram que eu disse que a história é minada de clichês? Bem, até agora foram apenas clichês leves, e essenciais para qualquer história, então irei comentar apenas os clichês maiores


A história passa então a tomar seu rumo! E então seguimos o plot de "O Príncipe e o Mendigo" (se você não sabe o que é o Príncipe e o Mendigo, se mate pesquise no google), Astro é abordado por ninguém mais, ninguém menos que Bulge, o príncipe, herdeiro legítimo de Industria!
Claro, o autor não iria fazer um novo Príncipe e o Mendigo (até porque histórias baseadas nessa não faltam), o príncipe diz que vai viver como plebeu, e que fará Astro fingir ser o príncipe, dessa forma ele iria ganhar sua liberdade, nesse momento coloca à força em Astro um bracelete, o Org. Astro não quer fingir ser alguém que não é, o autor conseguiu solucionar o problema por eles...


É isso aí príncipe, foi bom enquanto durou!
Fazia tempo que não via um braço sendo cortado em um mangá shonen dos dias atuais, ainda mais quando o cara perde o braço no mesmo tiro que atravessou sua cabeça.

O príncipe (morto) cai, e nessa hora chegam guardas que pensam que Astro é o príncipe, que é levado ao castelo, e boa parte do plot continua a ser apresentado à história.

Opinião:

Não quero tornar isso aqui um spoil completo do capítulo 1, que possui 53 páginas, quero deixar parte da história para quando você for ler, mas já adianto que ele é bem shonen, a diferença que em vez de "Os amigos são a coisa mais importante do mundo", temos a frase do tipo "A família é a coisa mais importante!".

Há inúmeros elementos interessantes, o cenário parece poder se expandido, tem margem aberta pra poderes incríveis (como vocês verão até o final do capítulo), e temos um protagonista interessante, que luta para que sua família não morra de fome.

Eu já andava um pouco cansado dos heróis egoístas que buscam seus próprios objetivos pessoas. Não que eu não goste, mas é que esse tipo de herói já está muito saturado.

O fato de ter violência logo no primeiro capítulo, bem como a morte do príncipe, nos faz ver que as coisas não serão tão bonitas. Um clima, cenário e protagonista interessante, é provavelmente o charme de Sensei no Bulge.

É do mesmo autor de Oumagadoki (nunca lí), e sempre disseram que foi uma história injustamente cancelada na Jump. A arte tem muita personalidade, e gostei logo de cara.

Como falei no início, é uma pena que esse mangá seja da Shonen Jump, a revista campeã de cancelar histórias boas antes que elas tenham tempo de se desenvolver. Bulge é promissor, mas é o tipo de história que não pode ser corrida, precisa ser contada da forma que merece. Vamos ver se o autor consegue superar a barreira da Jump e criar um novo hit! A revista está precisando.


[O Jarro Mágico] Remake da capa do Volume 1

Boa noite amigos do SociedadeHQ!

Primeiramente quero avisar que provavelmente até o final do mês, O Jarro Mágico - Capítulo 8 será lançado! (faz tempo hein?)

Nesse meio tempo de brincadeiras, eu fiquei meio descontente com as cores que usei na capa do volume 1, daí eu procurei o arquivo preto-e-branco pra recolorir, e não encontrei... Decidi portanto refazer o desenho. Ficou assim:


Para quem não se lembra, a capa antiga era assim:


Acho que ficou consideravelmente melhor... mas o pior não é nem isso, e sim que eu havia feito uma capa remake totalmente diferente, porém no final acabei rejeitando:



O desenho não ficou ruim, mas não passou a impressão que eu queria.

Bom, serviu para praticar pelo menos.


Só fiquei um pouco pé atrás, porque a capa acabou tendo uma qualidade artística muito superior aos capítulos que ela engloba... mas fazer o quê, a capa é o cartão de visita, quanto melhor, melhor.




Nos próximos dias vai haver muita coisa sobre JM. Então os convido à ficar de olho!

Renan Amaral

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Vamos sair dos nichos!

Bom dia amigos do Sociedade HQ!

Como ultimamente eu ando oportunista, tenho pego pauta de outros blogs e escrito minha visão sobre as coisas, agora comentarei sobre uma pauta iniciado no maisdeoitomil...

Antes de mais nada, não concordo com tudo dito no maisdeoitomil, discordo de milhares de coisas que a dona do blog fala/faz.

Dessa vez o assunto polêmico dela começou com a história do aumeto do preço do Anime Friends, e ela tocou num assunto interessante, o de que os mangás no Brasil são vendidos apenas para os nichos, e que isso está o tornando algo muito específico.

Não comentarei NADA sobre as teorias de aumento de preço, nem comentarei NADA sobre o Anime Friends, a intenção desse post é se focar apenas no assunto "nichos" e nossa postura.

O problema:


A leitura de quadrinhos, principalmente o mangá, está voltada para um público muito específico. É óbvio que os leitores se renovam, mas temo que esteja se renovando numa velocidade muito baixa. É necessário que tenha um movimento muito maior para que os quadrinhos tornem-se mais populares no Brasil. E vou ser sincero, é difícil fazer uma pessoa começar a ler quadrinhos. Eu tenho várias revistas, e quando mostro pra crianças, é quase que nem bicho papão, estão se assustanto por terem de ler. Óbviamente, sempre há excessões.

É muito fácil tu apresentar um Comic para uma criança, ela é atraída com muito mais facilidade do que um mangá, entre os motivos são:
1- Leitura Ocidental
2- Páginas Coloridas
 

Isso é fato! É muito mais fácil de agradar com esses dois pontos! O que não acontece no mangá, onde temos páginas em preto-e-branco, papel jornal, e uma leitura horrível de trás-pra-frente. A única diferença é que, muitos que escolhem ler os comics acabam ficando cansados com a leitura (convenhamos que os comics tem muito texto), os que escolhem ler mangás, normalmente se cansam menos lendo.

Mas me desculpem pessoal, é óbvio que a gente se acostuma a ler no sentido oriental, mas pra quem não está habituado, isso é visto com muito preconceito! Já é difícil fazer alguém querer ler algo no sentido ocidental, coisas orientais então, são quase impossíveis!

O pessoal que faz fanzine deve me achar um chato e um mala, pois seguido comento o seguinte "Não gostei porque está em sentido oriental!", "Acho idiota usar nomes japoneses numa história brasileira", "Acho estúpido o uso de -kun, -san, -chan em histórias brasileiras".

Vou ser sincero, eu já acho ridícula uma adaptação profissional, colocar esses termons -kun, -san, -chan (olá Panini).
Eu aceito eles traquilamente em scanlations e fansubs, porque não são oficiais, nem profissionais. Porém numa adaptação brasileira, não pode ter isso! Sério, não pode ter! (Não vejo problemas em manter o nome dos personagens e dos golpes).



Para o pessoal que quer se tornar profissional, NUNCA restrinja seu público! Quanto mais otaku for a obra, mais feita para otaku ela vai ser, e mais difícil será de se agradar pessoas que não fazem parte do nicho!

A gente precisa sair desse nicho, é necessário que as coisas sejam acessíveis pra qualquer pessoa. Nós temos um foco muito objetivo, "estou escrevendo essa história pra quem gosta de mangá", será que sou apenas eu que quer escrever uma história que seja interessante pra qualquer um que queira ler (independente do gosto)?


E os otakus querem justamente o oposto, parece que quanto mais oriental for a coisa, melhor ela é... mas com isso eu me preocupo com o futuro... será que realmente o público de leitores de quadrinhos vai continuar se renovando? Tenho minhas dúvidas.

Aqui vai minha sugestão para os autores brasileiros, seguí-la ou não, é opção de vocês:
Ao escrever/desenhar a história, faça ela visando o maior público possível. Tente cortar as barreiras de sua obra, faça ela interessante para todo mundo, ou o mais próximo disso.

Bom, é isso pessoal,
Renan Amaral

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Assine Dragon Ball, agora foi!

Olá pessoal!

Recebi um e-mail da Panini,e  Dragon Ball ganhou a assinatura, por causa da mobilização dos consumidores ou não, isso é algo que apenas a Panini sabe, apesar de que deixei bem claro minhas dúvidas quanto ao real intruito da enquete realizada pela Panini (caso não saiba do que estou falando, clique aqui)

Mas a questão não é essa, por 9,90 por mês tu pode assinar Dragon Ball por 6 meses, ou seja, sai muito mais barato do que comprar na banca, e tu ainda recebe em sua casa! Acho essa assinatura excelente!

Caso queira assinar, clique aqui, ou na imagem abaixo:


É isso aí pessoal! Valeu!

Obs: One Piece Vol. 3 e 37 chegaram, a postagem já foi editada.

Renan Amaral

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mangás são caros no Brasil? Não, mas sim também!

Sempre há um assunto comum sobre o mercado brasileiro de mangás.

"Mangá no Brasil é caro!"

Pra dizer a verdade, esse argumento é um pouco infundado, e eu acho que algumas pesquisas deveriam ser feitas antes de falar.

Eu participo frequentemente de uma comunidade em inglês, sobre os mangás da Shonen Jump, o pessoal lê os capítulos mais recentes, e comenta lá. E devido à esse sistema, o pessoal começou a querer saber mais sobre os outros, e um dia saiu um questionamento do preço dos mangás em cada país. Vejam só uns números interessantes:

"My county is America and manga here is 10 dollars from weekly shonen jump and other companies like tokypop around 12" 
America (Estados Unidos, deduzo), ele disse que os títulos da Jump são 10 dólares (aproximadamente R$20,00), e os títulos da Tokyopop são 12 dólares (aproximadamente R$ 24,00). 
"I'm from Australia, and i'm not sure about the cost, but i think it is around AU$20 (which is essentially US$20) for a manga volume  "
Na Australia temos mangá por 20 dólares, aproximadamente R$ 40,00 (que facada). 
"Philippines.
12 dollars per manga for US releases (e.g. VIZ, Kodansha Comics, etc.), 7-8.5 dollars if it's licensed by Chuang Yi."
 
Filipinas, 12 dólares os lançamentos americanos (~R$24,00) e entre 7 e 8,50 dólares os licenciados pela Chuang Yi (~R$14,00-17,00) 
"Germany:
A few years ago it was 6,50usd for EVERY manga
now it's something between 8-9usd"
 
Alemanha, de 8 a 9 dólares (~R$ 16,00-18,00) 
"Brazil, volumes of ~200 pages are sold for 10,90 Reais, this is around 6 dollars.
Volumes of 100 pages (I think this trash will not exist more here in the next 5 years) are half of the price."
 
Brasil, essa última foi resposta minha, apenas relatei que o preço do volume aqui é R$10,90 e dos meio tankobons são metade do preço (é mais da metade pra dizer a verdade).

O site é em inglês, www.weeklyjump.livejournal.com


Pô pessoal, de todos que responderam, nosso país é o que tem as revistas mais baratas.

Aliás, vejam que interessante, no Japão um volume varia entre 400 e 500 yens, o que gira em torno de 9 a 12 reais.

Então pergunto de novo, o mangá é caro no Brasil?
R: Basicamente não!

O problema do Brasil está no salário dos trabalhadores.
Enquanto nos Estados Unidos o salário mínimo é de mais de 1200 dólares (o equivalente a aproximadamente 2400 reais), aqui no Brasil vivemos com R$ 622,00 de salário mínimo (atualizado no dia 01/01/2012 pelo Decreto nº 7.655.

Ou seja, essas revistas passam a se tornar caras por causa disso. Com um salário mínimo todo dedicado à manga os americanos poderiam comprar 120 volumes em um mês, enquanto no Brasil, com um salário mínimo todo dedicado, daria para comprar 57 volumes, ou seja, menos da metade.

Reflitam sobre isso.
Renan Amaral

segunda-feira, 30 de abril de 2012

[Matéria] A tênue linha do bom e do ruim (Parte 1)


Olá amigos do SociedadeHQ

Primeiramente, não, eu não escrevi errado o título. O que eu quero falar nesse tópico é sobre a linha que separa as histórias boas das ruins.

Apesar de não parecer, é muito mais simples do que parece.

Quantas vezes você já recebeu alguma recomendação de uma história em quadrinhos, livro ou filme, e no final depois de toda aquela expectativa, a recomendação não passa de um desapontamento?

As pessoas são assim, ninguém divide os mesmos pontos de vista, mesmo pessoas que concordam em gênero, podem discordar dependendo da forma como a história é narrada.


Eu disse no início que a resposta é simples, certo?
O segredo do mistério, a resposta para a grande pergunta é:


"Uma história boa é aquela que tu goste!"

E ninguém deve te provar o contrário!

Tu gosta de uma história onde um guerreiro mediaval precisa aprender a combater computadores assassinos utilizando uma lanterna divina (meramente suposição pessoal!)?
Não há problema algum.

Já cansei de recomendar séries para amigos, muitos nem tentam ler, outros leem e não gostam, e alguns poucos tentam ler e gostam.
Muitos amigos meus falam terrivelmente mal das mesmas obras que eu costumo recomendar. Agora, quem está certo?

Os dois, é óbvio!
Assim como todos têm o direito de gostar de algo, todos tem o direito de não gostar.

Posso listar aqui agora 70 motivos do porquê eu gostar de One Piece e Bakuman, e sempre haverá gente com 71 motivos por não gostarem. Mas acho totalmente estúpidas as pessoas que são influenciadas pela opinião das outras (e mais estúpidas ainda, aquelas que ignoram a opinião dos outros).

Leio ainda muitos blogs (apesar de comentar em poucos), é muito comum ver uma postagem dizendo "Odeio Batman, por trocentos motivos", esse tipo de postagem que começa com "odeio essa série" é a maior cilada para atrair gente pra comentar. Pois os usuários frequentes da página, vão apoiar a pessoa que escreveu  (mesmo que nem saibam do que estão falando), e os novos visitantes vão alí apenas para discordar do ódio do escrito.

E já me cansei de ler comentários dessa forma:
"Depois de ler essa tua postagem, percebi que, nunca lí essa história, sempre achei que fosse ruim (?), e agora mesmo que não vou ler!"

Se você é assim, aqui vai meu recado. Deixe de ser estúpido, você nasceu com um cérebro, use-o!
Tu tem capacidade suficiente pra pegar qualquer série/livro/filme e ler/assistir por 10 capítulos/minutos, e tirar sua própria conclusão.

Eu já gostei de Medabots e até mesmo Bucky. Nunca foram obras primas, mas me divertiam muito! Principalmente em uma época onde eu me preocupava muito mais com minha diversão do que com a dos outros.

A história vai ser boa ou não? Decida você mesmo!



Por Renan Amaral

sexta-feira, 27 de abril de 2012

One Piece Vol #3 e #37 chegarão em breve

Para aqueles que estão esperando pelo lançamento dos volumes 3 e 37 de One Piece, que estão muito atrasados, venho informar que serão entregues em breve para os assinante, e não deve demorar muito também para chegarem às bancas:

"Olá ******! (************@yahoo.com.br)

Informamos que a próxima edição da sua revista Pacote One Piece, edição 3 já foi postada e tem previsão de entrega até o dia 01/05/2012.

Caso precise alterar alguma informação, acesse nosso Fale Conosco
Atenciosamente,
Panini Brasil


Seu código de Cliente é 623****"

 
 
Bem, a confirmação é para a edição #3, mas já que ambas são entregues juntas, provavelmente esse e-mail aplica-se à edição #37 também (pois meu plano de assinatura, faz com que as edições 36 em diante venham como brinde, motivo pelo qual eu acredite que o vol. 37 não tenha sido comentado no e-mail).

Assim que a revista chegar eu atualizarei a postagem. 


Obs: O background do blog foi mudado devido ao fato de ter misteriosamente sido desconfigurado, e já que não me lembro do código que usei para modificá-lo da outra vez, ficará assim até eu poder verificar isso com calma. 

EDIT:
Os volumes chegaram, e já constam no checklist da Panini.
Vale a observação que a qualidade do papel da Panini que já era bom, ficou muito melhor nos volumes desse mês, e mesmo a capa do volume 3 que estava meio fraquinha, ficou bem legal ao vivo.